Gledis se move pela estabilidade
“Para mim, é como a melhor meditação, porque eu preciso realmente esvaziar a mente e apenas respirar para manter o foco e a estabilidade.”
Gledis conheceu o slackline há dois anos e se apaixonou pelo desafio desde a primeira tentativa. O que começou como treino de equilíbrio virou um ritual que acalma a mente, apoia a cura e ajuda o corpo a funcionar bem com o passar do tempo.
Gledis quase nunca passa uma semana sem mover o corpo. “São raros os dias em que eu não me movimento de alguma forma”, ela diz. Para ela, movimento não é uma única atividade. É um sistema de suporte, onde cada prática tem um papel diferente.
O slackline é a âncora. “O slackline é o melhor paralelo para manter a minha mente estável, sem oscilar com as emoções”, ela diz. A corrida ajuda com a ansiedade. O yoga a mantém centrada e focada na jornada espiritual. O muay thai, segundo ela, ajudou a manter o ego sob controle. “Cada coisa cumpre um papel de um jeito diferente”, ela afirma.
Ela começou no slackline há dois anos, quando uma amiga a apresentou à prática. Quando comprou a própria fita, mal conseguia ficar em cima da linha. Levou três meses até conseguir caminhar, e esse progresso lento só aumentou o compromisso. “Eu amei desde o momento em que subi, porque era muito desafiador”, ela diz.
Uma ideia mudou tudo: alguém disse que quem move a linha é a própria pessoa. “Então eu me cobro toda vez que subo”, ela diz. Para Gledis, foco não é opcional. “Para mim, é como a melhor meditação”, ela diz, “porque eu preciso realmente esvaziar a mente e apenas respirar para manter o foco e a estabilidade da linha.”
As sessões seguem um ritual simples. Ela vai ao parque, monta a fita, faz um pouco de yoga antes e pratica até o corpo ficar dolorido e pedir para parar. Geralmente ela termina com uma meditação, guarda tudo e volta para casa. Ela ama a parte que exige coragem. “Eu amo o desafio, encarar meus medos e superá-los”, ela diz.
Gledis treina de outras formas também. Ela corre, às vezes faz musculação, mantém uma prática diária de yoga e treina muay thai. Ela também segue a curiosidade e, neste momento, está aprendendo skate.
A inspiração dela está ligada à cura e à longevidade. Gledis conta que vem de experiências de trauma e acredita que o trauma pode ficar preso no corpo quando não há movimento. Ela também gosta da sensação de estar ativa. “Saber que isso ajuda meu corpo a funcionar da melhor forma é a minha maior inspiração”, ela diz. “Se eu conseguir manter meu corpo funcionando bem até a velhice, eu vou ficar muito feliz”, ela completa.
Ela também percebeu mudanças físicas com o slackline. Com a prática, ela notou melhora na postura, mais coordenação e um corpo mais alinhado.
Os obstáculos que enfrenta são mais mentais e emocionais, mas ela continua voltando para a linha. Ela se inspira em praticantes de highline que percorrem longas distâncias e conseguem ficar muito tempo na fita. E também reconhece a própria disciplina. “Eu busco constantemente ser uma pessoa melhor em todos os aspectos da minha vida”, ela diz. O slackline é um dos lugares onde ela treina esse compromisso.
Gledis se move pela estabilidade.

